sábado, 4 de julho de 2015

Resenha - Sete Chaves do Caveira

Olá, pessoal! Surpresa, voltei com menos de seis meses desde o post anterior! Faz tempo que estou para escrever sobre este livro, de um dos meus autores nacionais favoritos na atualidade. Trata-se de Sete Chaves do Caveira, do gaúcho Luiz Hasse. Já estava familiarizado com o trabalho do autor com contos (como os que ele publica em sua fanpage no Facebook) e principalmente na temática de fantasia medieval (como o romance O Cavaleiro Feérico, que já resenhei para o Gambiarra Blog). E o que ele nos traz aqui? Trata-se de uma antologia de sete contos sobre O Caveira, um herói que adota características de vários tipos e as mescla num todo único. A narrativa segue essa mesma tendência de adotar várias vertentes e condensá-las em algo próprio e inesperado. Trata-se de um jovem que após o despertar de estranhos dons mediúnicos é treinado nas artes secretas do assassinato por um mestre há muito falecido, passando a vagar pela noite como uma sombra vingadora que busca reparar os males feitos àqueles que morreram sob condições de extrema violência.
A narrativa deliberadamente deixa muita coisa ambígua com relação aos poderes, habilidades e modus operandi do vindicador dos mortos; fica a cargo de cada leitor decidir o que são seus poderes. Magia? Controle da mente? Um intenso condicionamento físico? Noção bem clara de por onde e como se mover? Um pouco de cada? Essas incertezas apenas adicionam ao clima algo noir dos sete contos. E assim, temos aqui um misto de literatura policial, super-herói, sobrenatural, artes marciais... Cada um dos elementos transparecendo intensa pesquisa sobre os temas abordados, sem jamais soar pedante, mas sim usando a riqueza de detalhes em favor da narrativa.
O livro é curto, de escrita bem clara, com personagens bem definidos e se deixa ler bem facilmente. Recomendo fortemente para quem quer que curta algum dos gêneros mencionados. E depois que terminar de ler, se gostar, já fica a dica: o autor está prestes a lançar o segundo livro do personagem, A Sombra do Caveira. E como já tive a oportunidade de dar uma olhada em parte do texto, posso dizer sem medo de errar: é um passo adiante no crescendo de emoções e tensões desenvolvidas neste primeiro volume.

Livro: Sete Chaves do Caveira
Autor: Luiz Hasse
Editora: Multifoco
Páginas: 137
Ano: 2014

terça-feira, 23 de junho de 2015

Devaneio MCXVIII

Em um sonho, eu não via nada.
Apenas me sentia bem, em ótima companhia.
Sentia um corpo macio, quente e perfumado,
em um abraço carinhoso junto ao meu.
E então uma voz dizia "que bom que ainda podemos ficar aqui
mais cinco minutinhos"...
E então o despertador tocava.

Vamos aproveitar nossos cinco minutinhos.
Antes que o despertador toque.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Os últimos devaneios de 2014

Volta e meia vejo gente dizendo que a vida é curta e se pautando nesse conceito para tomar decisões atitudes e coisas do tipo. Embora eu concorde que seja louvável sair da estagnação e fazer as coisas acontecerem em sua própria vida, acho que existe um erro de conceito quando você o faz partindo da ideia que a vida é curta. Ela não é, ela dura uma vida inteira. Eu, em vez disso, venho tentando pautar minhas decisões e atitudes nem tanto na brevidade da vida, mas sim em sua inevitabilidade e imprevisibilidade.
Devemos aceitar correr certos riscos, dar a cara a tapa, mesmo, e digo isso principalmente no que se refere a relacionamentos. Não sabemos até quando aquela pessoa para quem precisamos dizer algo ainda estará lá para ouvir; mas nos prendemos tanto à questão de não saber qual será sua reação que acabamos perdendo nossa própria reação. Enfim, como de costume, só um monte de pensamentos não necessariamente conexos, mas que precisavam de uma via para serem desabafados.
Espero ter feito a coisa certa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

No táxi - Semi-guest post

Olá, pessoal! Correria do dia a dia, inclusive com o final de ano da faculdade, mas não esqueci de vocês, que sentem falta de gastar alguns minutos lendo as abobrinhas que escrevo. Como hoje está difícil para eu mesmo escrever, pesquei lá no Facebook uma história interessante e 100% verídica copiada do perfil do camarada Robson Intruder. O que vem depois das aspas é o texto dele, inadulterado, e muito engraçado:

"
No taxi:
Um Sr Oriental 50 anos,pergunta:
VC é antisemita?
Não Senhor, não sou.
VC sabe o que é antisemita?
Sei sim Senhor!
Porque o senhor esta me perguntando isso?
Porque eu fiz uma oração poderosa no meu trabalho, e um austríaco que trabalha comigo, nao gostou e mandou 3 demônios me perturbar.
E porque ele fez isso?
Sei lá, acho que ele é nazista!
VC sabe que nazista é antisemita né?
Eles nao gostam de judeus.
E o senhor é judeu?
Não,não sou!
Ué então porque ele mandou esses demônios?
Pq a oração que fiz era para os judeus!
Ah ta entendi, e pq não orou baixinho,pra ele não ouvir?
Pois é,eu devia ter feito isso...
Mas é assim mesmo, cada na sua né taxista?
Ele fez o papel dele e eu fiz o meu, cada faz sua parte.
Para o carro ai,vou tirar dinheiro no Banco pra te pagar.
Ele volta com uma nota de 10 reais na mão e pergunta:
Quanto eu te devo?
13,00 reais!
E agora? Só tenho 10.
Mas o senhor tem que pagar 13.
Mas eu não tenho os 13.
Ah,ta bom então!!! Deixa pra lá.
Sai dali e entendi o porque o Austríaco, mandou 3 demônios perturbar ele."